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10/03/2011

LIÇÕES COM UMA CRIANÇA CARA DE PAU

A vida tem suas surpresas, não é verdade? Na semana passada, voltando da Bienal, dei uma passadinha com as amigas lá na Sé. O desejo de comer uma tapioca ou acarajé estava falando alto. Em uma conversa com uma amiga sobre empreendedorismo, negócios e afins, fomos interrompidas por uma pessoinha para lá de especial.
Primeiro, sentou do nosso lado (com uma cara de pau que só criança tem), depois, perguntou nossos nomes, endereços, o que estávamos pensando em comer, quantas pessoas iriam chegar e por aí foi. De repente, pergunta se a gente gosta de bombom, e se gostaria de comprar algum, porque ela tinha para vender. Na verdade, gosto muito de doces, mas naquele momento era a última coisa que pensava em consumir. Mas toda jogada de cintura daquela pessoinha me tirou do foco e pedi para que trouxesse as balas. Acabei comprando todas as balas que ela tinha (um grande número - 6 unidades). Assim que entreguei as moedas (depois de negociar o preço - claro!), a criança disse que ia comprar salgadinho e já voltava. Na altura do campeonato, você percebeu que as balas ela deve ter ganhado e já estava fazendo dinheiro para matar seu anseio por salgadinhos. Achando pouco, nos convenceu de comprarmos tapioca, acarajé e refrigerante na barraquinha da sua mãe. Ela prometia: fazer o pedido, trazer o que foi solicitado e ainda receber o pagamento - sem darmos um só passo. O sentimento de exploração infantil (foi deixado de lado), só em pensar no interesse e na sua força de vontade - não tinha como não querer estimular. Por fim, não pude deixar este momento passar e registrei essa figura especial, que me deu grandes lições de empreendedorismo.

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Lições:

- Não ficar parado. Ter coragem para enfrentar o medo, a vergonha e tantos outros sentimentos que nos paralisam - é fundamental.

- Ter foco. Se você deseja comer "salgadinhos" venda o que tem, mesmo que seja apenas 6 balinhas.

- Pergunte sempre. Através das perguntas e questionamentos (ao cliente) você poderá obter informações preciosas.

- Sirva. A excelência do empreendedor está no saber servir.

- E por último, sorria!! Esteja sempre aberto ao novo e pose para as fotos. Cada dia é único, e com ele sempre vem muitas oportunidades. Registre e comemore tudo!

PS: O nome dessa grande empreendedora é Dryelli e o nome da barraca da sua mãe é: Barraca da Bia. Com certeza vale a pena procurar pela tapioca e acarajé delas. E como disse a Dryelli: A nossa barraca é uma das melhores do mundo!!


Rebeca Barros

1/18/2011

EMPREENDEDORISMO SOCIAL


EMPREENDIMENTOS SOCIAIS... Você sabe o que é?
O empreendedor Social tem como foco principal uma causa, seu objetivo não é o lucro financeiro e sim, o social. A pergunta para tal tipo de empreendedor, é a seguinte... Como posso resolver um problema social? Como posso interferir de forma positiva em relação aos aspectos negativos, dentro de questões sociais?
O tipo de organização que esse empreendedor está inserido são consideradas do Terceiro Setor, onde existe uma clara atuação social como já foi citado e não é estruturada em propósitos lucrativos, 100% do lucro deve ser revertido e investido nas operações ou incorporado ao patrimônio social da entidade.


HISTÓRIA DAS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS
A origem aqui no Brasil deu-se por ações filantrópicas, a partir do século XVI com o surgimento das santas casas de misericórdia, sob a lógica da prática assistencialista cristã, predominaram por esse direcionamento durante três séculos.
No século XIX e início do XX as organizações passaram a ter outras orientações e influências, nesse período o Estado intensificou sua atuação na área social.
Com o início da fase da industrialização e crescente urbanização nas décadas de 20 e 30, os problemas sociais se intensificaram, o que foi proporcionando o crescimento das Ong's. Foi na década de 70 que surgiu o conceito de ONG ( Organização não Governamental), ela foi responsável pela disseminação da noção de cidadania e o fator chave para a entrada de recursos de fundações internacionais. Na década de 70 e 80 as fundações internacionais começaram a direcionar seus recursos para as organizações sociais do Brasil, todavia, na década de 80 boa parte das rendas vindas de fundações internacionais foram focadas também para o Leste Euroupeu e para o Continente Africano que estavam passando por uma crise.


MOTIVOS PARA EXPANSÃO DAS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS
1- No início da década de 90, começou a crescer a participação do setor privado, tanto das empresas brasileiras como as multinacionais nas questões sociais. Além de atuarem em parcerias, as organizações privadas começaram a construir suas próprias fundações.
2- As organizações sociais começaram a criar formas de sustentabilidade, se tornando capaz de manter suas operações sem depender apenas de doações de pessoas físicas ou jurídicas.
3- Vem crescendo o tema sobre a responsabilidade social empresarial, o que vem levando as pessoas de forma geral a terem mais "consciência" a cerca desse assunto, consequentemente levam o aumento de volume dos recursos canalizados para investimentos nas áreas socias.


DIFICULDADES DOS EMPREENDIMENTOS SOCIAIS
1- Dificuldades para captarem recursos, seja no âmbito governamental ou privado, o que leva as organizações a terem necessidade de se profissionalizarem e buscarem novas gerações de recursos.
2- Quando as organizações sociais conseguem se manter sem o auxílio de terceiros, as mesmas precisam de um Plano de Negócios, tipo de ferramenta estratégica e essencial para o funcionamento de qualquer negócio, seja ele com fins lucrativos ou não. Contudo, a maioria dos empreendimentos sociais não possuem capacitação para tal construção de plano, pior de tudo, muitos não conseguem entender e perceber a importância desse esquema para levar adiante esse tipo de organização.


NOVAS TENDÊNCIAS PARA AS ORGANIZAÇÕES DO TERCEIRO SETOR
1- ESPECIALIZAÇÃO = As organizações sociais que pretendem se manter atuantes em seus propósitos precisam procurar a profissionalização, a fim de terem clareza gerencial. Dessa forma surgirá uma contribuição maior, tanto para a captação de recursos junto a financiadores potenciais quanto na geração de outros recursos, através da comercialização de produtos ou serviços, realizados pela própria organização.
2- PARCERIA = Formação de parcerias entre as organizações sociais do Terceiro Setor , o Estado e Setor Privado. Podendo assim obter mais recursos.
3- GERAR RECURSOS PRÓPRIOS = Diante da dificuldade para obter recursos, a fim de manter esse tipo de organização, uma nova tendência é gerar recursos a partir dos seus próprios, através da comercialização de produtos ou serviços.


Rebeca Barros